O diretor-geral adjunto, Tasso Honorato, pontuou que conhecimento é o ponta pé inicial para a realização de um trabalho com maestria. Ele parabenizou a todos que se inscreveram e ressaltou que este é apenas mais um de vários cursos de capacitação que estão por vir.
Ao iniciar a aula, Ariston declarou que o foco do curso é aperfeiçoar a parte argumentativa. Assim, ele ressaltou que questões ligadas a norma padrão da língua portuguesa não seriam abarcadas. Além disso, um dos pontos levantados pelo professor foi a importância da comunicação nas relações de trabalho. Ele reiterou que uma justificativa errada pode causar problemas jurídicos para quem elaborou e para quem assinou o processo. “É preciso cuidado e atenção, pois todas as atividades dependem da comunicação e um único erro pontual pode alterar toda a compreensão do sentido e isso vale para as justificativas em processos.”
Sem prolixidade
Ariston observou que alguns critérios devem ser observados. E chamou atenção para a importância de evitar a prolixidade e iniciar a justificativa logo pela parte mais importante, sempre em ordem direta. Em seguida, pontuou que o uso de linguem simples melhora a compreensão e, portanto, a comunicação em geral. Entretanto, ele explicou que linguagem simples não é sinônimo de linguagem informal. “O mais adequado é utilizar termos técnicos associados a uma linguagem simples. Isto é, sem uso de palavras rebuscadas ou de difícil compreensão, mas não é para ficar usando jargões e gírias.”
Por fim, o professor apontou o que deve ser evitado na redação de justificativas em processas: uso de abreviações, estrangeirismo e termos discriminatórios.
Ariston considerou, ainda, que os conteúdos devem ser ajustados para o público-alvo, afinal, cada área possui seus termos técnicos e fluxogramas específicos. De qualquer modo, o instrutor recomentou que os alunos se informem pelos meios oficiais de redação, respectivamente o Manual de Redação do Estado de Goiás e o Manual de Redação da Presidência da República. E ainda ressaltou a importância da prática da escrita e da leitura como incrementos. “A falta de leitura e da prática da escrita é o principal fator para a dificuldade de escrita dos brasileiros, mas acredito que depois dessa aula, ninguém aqui vai se preocupar mais com isso”, concluiu.
Ministrada em dois turnos, um pela manhã e outra na parte da tarde, o curso tem por objetivo capacitar os servidores que atuem diretamente com processos administrativos. Dividida em duas áreas, a atividade mescla conhecimentos teóricos com aulas práticas.









