Batizado de Naiavírus, ele mede mais de seis vezes o tamanho da maioria dos vírus conhecidos e pode revelar pistas sobre a evolução da vida
Pesquisadores brasileiros identificaram, no rio Paraguai, um novo tipo de vírus considerado o maior com cauda já descrito pela ciência. Chamado de Naiavírus, o “gigante microscópico” mede cerca de 1.350 nanômetros (nm), enquanto a maioria dos vírus conhecidos varia entre 20 e 200 nm.
Diferente de agentes como o da gripe ou o coronavírus, o Naiavírus não afeta seres humanos, infectando apenas amebas.
O que chama atenção, além do tamanho fora do comum, é sua estrutura inédita. O vírus tem um corpo envolto por uma espécie de “manto” e uma cauda flexível, que se dobra e se alonga, auxiliando na infecção das amebas.
Outro destaque é o genoma gigante, com quase 1 milhão de pares de bases de DNA. Muitos de seus genes não têm semelhança com nada conhecido pela ciência. Alguns apresentam funçõ
es até então atribuídas apenas a células complexas, como bactérias e eucariotos, e outros lembram proteínas de plantas.
Para os cientistas, a descoberta sugere que o Naiavírus guarda pistas sobre processos evolutivos ainda pouco compreendidos. O estudo foi publicado em 17 de setembro na revista científica Nature Communications.












